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OPINIÃO

Setembro Amarelo e a prevenção do suicídio

OPINIÃO | STEPHANIE WINCK RIBEIRO DE MOURA

OPINIÃO | STEPHANIE WINCK RIBEIRO DE MOURAStephanie Winck Ribeiro de Moura é advogada formada no Centro Adventista de São Paulo (UNASP), especializou-se na Escola Paulista da Magistratura (EPM) em Processo Civil. É conciliadora e mediadora certificada pelo Conselho Nacional de Justiça. Instagram: @vidanosautos E-mail: [email protected]

16/09/2020 15h24Atualizado há 2 meses
Por: Stephanie Winck Ribeiro de Moura
Getty Images
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Em 1994, um jovem americano de apenas 17 anos, chamado Mike Emme, tirou a própria vida em seu Mustang 1968, amarelo. O carro tinha sido completamente restaurado pelo próprio Mike e pintado na cor amarelo brilhante. Os pais de Mike, Dale Emme e Darlene Emme, iniciaram a campanha do programa de prevenção do suicídio "fita amarela", ou "yellow ribbon", em inglês, que deu origem a campanha Setembro Amarelo.

No último final de semana, na nossa cidade de Canarana – Mato Grosso, um jovem rapaz também retirou a própria vida, deixando a dor de sua partida para a família e amigos. Estima-se que no Brasil 32 brasileiros cometem suicídio por dia, sendo que o número de tentativas é vinte vezes maior que o número de atos consumados. Esses fatos reforçam a atualidade desta campanha e a nossa necessidade de falar sobre o assunto.

A principal atitude que devemos ter para evitar o suicídio é a prevenção. Prevenir é o ato de adotar no nosso dia a dia um comportamento pró-vida e pró-saúde, diminuindo os fatores de risco e reforçando fatores de proteção.

Dentre os fatores de risco se encontram as situações adversas pelas quais não gostaríamos de passar, como uma desilusão amorosa, um ataque de preconceito, a falta de dinheiro ou de perspectiva, uma pré-disposição genética ou histórico familiar ruim, além da tendência de abusar de drogas e do álcool. Esses fatores impulsionam as doenças mentais, que, por sua vez, levam a 96% dos suicídios.

Dentre os fatores de proteção encontram-se o cuidado da alimentação, dos pensamentos, das relações sociais, a boa prática de exercícios físicos e/ou religiosas e a gestão das emoções. Precisamos aprender a lidar com os nossos sentimentos ruins e com os dos outros também. É dizer, precisamos domesticar nossos dragões e aprender a ficar imunes à negatividade. A imunidade significa resistência ou resiliência. Assim, quando a tristeza vier, e ela virá, estamos despertos e conscientes, agindo para que ela não fique por muito tempo.

Ler livros de autoajuda para entender a mente e fazer terapia online ou presencial para ressignificar o passado e iluminar o futuro são excelentes formas de investir em gestão das emoções. É preciso se analisar para desenvolver um senso crítico sobre os próprios fatores de risco e de proteção. Há momentos que precisamos de tratamento psiquiátrico, uma vez que a intervenção profissional ajuda muito, com ou sem remédios.

O SUS (Sistema Único de Saúde) assegura a proteção da vida e da saúde de forma preventiva, devendo prestar atenção à saúde mental. Aqui na nossa cidade o Centro de Atenção Psicossocial – CAPS, oferece atendimento especializado e gratuito. Além disso, o CVV – Centro de Valorização da Vida, atende voluntariamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, por telefone (188 – ligação gratuita), e-mail e chat 24 horas todos os dias.

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