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Dupla é condenada por matar ex-presidiário e bebê com tiros na cabeça

Crime aconteceu em julho de 2017, em Rondonópolis, e alvo era Paulo Fabrício que queria deixar facção; bebê não tinha parentesco, mas estava com ele na hora do crime

29/10/2020 13h52
Por: Redação Canarana em Foco
Fonte: RepórterMT
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Tribunal do Júri de Rondonópolis condena dois membros do Comando Vermelho pela execução de um ex-presidiário que queria deixar a facção criminosa e um bebê de 1 ano que estava com ele na hora do crime. Bandido e criança foram atingidos por disparos na cabeça. Uma adolescente, namorada do ex-presidiário e amiga da mãe do bebê, foi atingida por disparos nos pés.

Victor Hugo da Silva Santos recebeu pena de 53 anos e 4 meses de prisão e Eduardo Moraes da Silva, o Coringa, foi condenado a 65 anos de reclusão pelos homicídios qualificados por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Victor Hugo ainda recebeu a pena de 3 anos de reclusão por porte ilegal de arma de fogo. O terceiro réu, Ulisses Henrique dos Santos, foi absolvido pelo Conselho de Sentença. O júri popular durou 21 horas e terminou nesta quarta-feira (28).

O crime aconteceu no dia 23 de julho de 2017, por volta das 19h, no bairro Jardim Liberdade, em Rondonópolis. De acordo com as investigações e denúncia do Ministério Público do Estado, Victor Hugo era soldado do Comando Vermelho e agiu a mando de Eduardo Moraes.

O alvo dos criminosos era o ex-presidiário Paulo Fabrício Ortega Guimarães devido a uma desavença com a facção criminosa. De acordo com a denúncia, Paulo passou a fazer parte do Comando Vermelho a convite de Eduardo entretanto, eles se desentenderam o Paulo quis deixar a facção, momento que Coringa encomendou sua morte.

A adolescente que sobreviveu ao atentado relatou no dia um dia antes do crime viu um veículo Saveiro de cor branca seguindo eles. No dia do crime relata que estava indo para a casa dos seus avós e uma Saveiro fechou a moto, onde estavam as três vítimas. Afirma que foram duas pessoas atirando dos dois lados. Ela afirmou que não conseguiria reconhecer os assassinos por “olhou sempre para o chão”. 

O carro ficou um pouco longe, cerca de três metros. Ela detalhou que assim que caíram no chão começaram os disparos e a criança, David Felipe da Silva, de 1 ano, ficou próxima a Paulo. Afirma que foi atingida porque estava próximo, mas não atiraram em direção de sua cabeça e lhe pediram para sair da frente. 

A adolescente ainda contou que a família do bebê, inicialmente, lhe responsabilizou pela morte da criança, mas “depois entenderam que a mãe não tinha capacidade de cuidar e que estava ajudando”.

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