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Grupo denuncia esquema de pirâmide ao MPE e gera operação em MT

Gaeco deflagrou operação para combater pirâmide financeira com base em Rondonópolis.

14/08/2021 15h56
Por: Redação Canarana em Foco
Fonte: Folha Max
Reprodução
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Um Grupo Anti Pirâmide (GAP) já vinha fazendo denúncias e alertas há mais de dois anos sobre golpes praticados por pessoas participantes de esquemas de pirâmides, inclusive, um morador de Rondonópolis (212 km de Cuiabá) e sua empresa, a “King Investimentos Network”, que agora foram alvos da Operação Easy Money, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco). Na ação, foram cumpridas 17 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e sequestro de bens, com alcance em 5 estados do Brasil.

Em algumas das publicações, o grupo fazia questão de expor todos os dados dos participantes do esquema, incluindo endereços, telefones, e até CNJP criado em nome de um deles na condição de MEI (microempreendedor individual). Em uma publicação disponível na internet, que reúne nomes, fotos e o que seria a estrutura da pirâmide com nomes e funções de alguns dos envolvidos, consta que a denúncia foi feita ao Ministério Público de Mato Grosso em dezembro de 2018.

A publicação relata que pirâmide King Investimentos era comandada pelo morador de Rondonópolis, Mateus Pedro da Silva Ceccatto, de 28 anos, e também por Agnaldo Bergamin de Jesus. O texto, postado na internet há dois anos, informa que logo depois da denúncia oficializada ao Ministério Público de Mato Grosso, a pirâmide “quebrou”, ocasião em que o GAP fez uma varredura e coletou diversos dados sobre os envolvidos.

“O GAP denunciou o golpe King Investimentos em dezembro de 2018, através de uma postagem no Natal, onde mostrava a verdade sobre o esquema ponzi e alertava a comunidade sobre os riscos que envolviam o esquema, na época o GAP levantou a vida pregressa de Mateus Ceccatto e Agnaldo Bergamin de Jesus, este um ladrão profissional processado em vários estados do Brasil por furto qualificado, não foi surpresa o calote nos investidores”, diz trecho da publicação.

O Grupo Anti Pirâmide informa ainda que, na ocasião, o GAP levantou a ficha policial dos dois acusados e apresentou ao mercado e à justiça. “Como esperado em pouco tempo a quadrilha concluiu mais um golpe com sucesso, milhares de pessoas choram as perdas em mais este golpe, tão amado pelos que procuram lucro fácil a qualquer custo. A pirâmide financeira prometia ilusórios 43% ao mês de lucros aos otários que se dispusessem a acreditar nas fábulas dos pilantras”, diz o texto que também traz vários xingamentos e palavras de baixo calão ao fazer referência aos integrantes da pirâmide.

Alguns vídeos que eram divulgados pelos próprios integrantes do esquema em páginas de redes sociais e site onde divulgavam sobre as atividades da pirâmide também foram anexados a uma das publicações. No entanto, as gravações, hospedadas no You Tube, não estão mais disponíveis, pois aparentemente, foram removidas pela própria plataforma que hospeda os vídeos.

“No vídeo abaixo o casal de estelionatários da King Investimentos, foi até sua página oficial no yuotube, assumir a conclusão do golpe e pasmem anunciar um novo golpe, chamado de King Prime (na verdade um restart do ponzi, prática utilizada por todos os esquemas para ganhar sobrevida) tal tática foi usada pela Minerworld e MMM Brasil, na verdade tudo conversa fiada, os bandidos estão orquestrando roubar mais ainda dos otários que confiaram no esquema”, consta em outra parte do texto, que traz na sequência links para dois vídeos já foram retirados do ar.

De acordo com o Gaeco, operação “Easy Money”, cujo significado é dinheiro fácil, tem como alvo organização criminosa investigada em razão de suposto esquema fraudulento conhecido como pirâmide financeira, operado sob o disfarce de marketing multinível, relacionado à prestação de serviços de aplicação no mercado financeiro.

As investigações realizadas pelo Gaeco apontam que as ações do esquema de pirâmide “eram realizadas por meio da empresa King Investimentos, posteriormente chamada de King-Bentley e King Prime, com sede em Rondonópolis-MT, e renderam ao grupo lucro de milhões de reais, em prejuízo de inúmeras pessoas enganadas em diversos locais do país”. Ainda de acordo com o Gaeco, os indícios apontam para a prática de crimes de lavagem de dinheiro e contra a economia popular.

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