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Mato Grosso tem 12 casos da variante delta e mais 1 da alpha

24/08/2021 17h51
Por: Redação Canarana em Foco
Fonte: Gazeta Digital
Foto: Rodrigo Nunes/MS
Foto: Rodrigo Nunes/MS

Com um perfil de queda no número de casos, internações e óbitos pela covid-19 em Mato Grosso, a identificação das novas variantes delta e alpha, divulgada no Boletim Epidemiológico Especial 76 do Ministério da Saúde, traz preocupação e também um alerta por reforço nas medidas de controle e proteção contra a doença. Dados do órgão apontam que Mato Grosso tem 12 casos de delta e um caso da alpha, variantes que são consideradas altamente transmissíveis. Números são preocupantes na avaliação de pesquisadora, embora a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) negue que tenham sido confirmados casos das variantes no Estado e afirma que ainda aguarda os resultados.  

Apesar disso, o boletim do órgão federal aponta que até a última semana já foram sequenciados 98 casos de variantes no Estado, sendo que desses 14% eram da delta. Segundo o Ministério Saúde, em Mato Grosso ainda não foi identificado a forma de transmissão das variantes, ou seja, se os casos foram importados ou têm vínculo com local de circulação.

Epidemiologista e professora do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Ana Paula Muraro, explica que a preocupação em relação às novas variantes se dá justamente porque a amostragem da análise genômica dos casos de covid-19 não é muito grande. “O número de análises feitas por semana é pequeno, então, além do número bruto, devemos também atentar para a proporção que isso tomou entre as semanas, ou seja, entre um boletim e outro”.  

Ela lembra que uma semana antes do boletim 76, as variantes eram 100% gama, enquanto no último boletim, com análise até dia 14 de agosto, a variante delta ganhou proporções e chegou a representar 14% das identificadas. “Isso é um aumento muito grande e rapidamente a variante toma uma proporção elevada entre os casos, podendo se apresentar em breve como a principal variante na transmissão”.  

A especialista explica ainda que dada às características dessas variantes, sintomas e o potencial de transmissão, os dados são preocupantes, pois podem elevar rapidamente o número de casos. Apesar disso, ela destacou que não é o cenário que temos visto por enquanto, pois os casos, internações e óbitos ainda estão em um perfil de queda no Estado. “Isso nos leva a reforçar e aprimorar as medidas de controle que precisam ser intensificadas, em especial o distanciamento físico”.

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